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Por quê os teatros estão vazios (parte2)

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Continuando o post anterior, volto a comentar as razões pelas quais, humildemente acho serem as causas de tantas cadeiras vazias em nossos teatros...
Polvinhos e Polvões,

É com grande pesar que continuo a saga dos porques (reparem que escrevo cada qual à minha maneira, seguindo minha subjetividade, que, por vezes desafia a realidade) de tantas cadeiras vazias...

Na primeira parte falei um pouco da falta de políticas públicas culturais. E repito. Acho um erro incentivar somente quem faz arte, por vezes nos esquecendo daqueles que deveriam (?!) ser os mais importantes que são aqueles que compram os ingresssos (ou assistem gratuitamente).

É claro que algumas poucas ações estão sendo tomadas (o vale cultura é uma delas). Mas é pouco. Bem pouco.

Acredito também que o fato dos atores não darem-se o devido respeito ajuda e muito. Oras bolas e carambolinhas se não confiares em ti quem o fará? De todo o modo não é disso que pretendia falar...

Nosso querido leitor assíduo terá visto o comentário pertinente de outro leitor tão assíduo quanto no post anterior. O dono do táxi mais charmoso do Rio de Janeiro, apesar de lucrar com isso, reclama da falta de transportes públicos decentes em nosso país...

É claro que medidas pontuais estão sendo tomadas (finge). Em São Paulo depois da lei seca (a cultura continua ignorada) foi melhorado (foi?!) um pouco o sistema de transporte público, algumas raras linhas noturnas foram implantadas.

A cultura normalmente é feita nas noites de sexta. E aos finais de semana. Não é por acaso, penso eu. que são também os dias nos quais existem menos meios de locomoção (exceto, claro, os carros e táxis). O teatro vocês se lembram, geralmente ocorre de noite.

Mas se não me lembro do teatro. Ou ainda quando me lembro não tenho dinheiro para gastar. Ou quando lembro e tenho dinheiro não tenho como ir.

A resposta fica um pouco mais óbvia...

2 turradas:

pauwim on 1 de outubro de 2009 14:44 disse...

Acredito que os teatros estão vazios, basicamente por um troço chamado PATROCÍNIO. O produtor não necessita fazer um espetáculo que tenha qualidade ou apelo popular. Toda a montagem, ensaios e até a temporada, já estão pagos antes de abrir a cortina. O elenco que trabalha muitas vezes,com apenas participação de bilheteria, e q "paga o pato". Antigamente não era assim e os teatros viviam cheios...
Paulo

Semíramis Alencar on 3 de outubro de 2009 13:36 disse...

Patrocínio, com certeza. Agora que tal os diretores, redatores, atores criarem atuações e principalmente textos mais criativos e menos apelativos, nem todo mundo gosta de ouvir besteirol toda vez que vai ao teatro. Não digo que todas as encenações devam ser clássicas, ou infantis ou de autores consagrados (ninguém pode ser sério em tempo integral, ainda mais em se tratando de diversão)porém há de se ter o bom senso. Outra coisa que eu não concebo bem - o trabalhador não tem acesso ao teatro, salvo as apresentações populares, porque é bastante difícil tirar 50 contos de um salério de R$ 450,00 para se dar ao "luxo" de ver uma coisa que gosta- eu mesma penso três vezes antes de ir, pois sinceramente na maioria das vezes não vale a pena não...
Falam muito de inclusão social através da arte, falam muito dos incentivos à arte e a educação, mas qual? será que apenas uns poucos devem ter realmente acesso à cultura e suas manifestações?

Abraços

Se

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