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Crítica – Tempos de paz

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Crítica do filme "Tempos de Paz"
Um filme com Tony Ramos e Dan Stulbach já seria motivo suficiente para levar público ao cinema. Quem gosta de cultura vai por serem dois excelentes autores, quem gosta de celebridade assiste a dois globais.

Só vai estranhar um pouco aqueles que gostam de cinema, por assim dizer, do estilão tradiconal. Porque o roteiro se baseia em uma peça “Novas diretrizes em tempos de paz” e tem sérias dificuldades em se desvencilhar dela. Basta dizer que não é preciso assistir à peça para saber que partes provavelmente não faziam parte dela e foram incluídas no filme.

Os amantes do teatro certamente verão com gosto as atuações emocionadas dos protagonistas. Se a história tem a dificuldade de passar quase em sua totalidade em apenas um cenário tem a felicidade de ser baseado em uma dramaturgia muito feliz.

Dan atua também com sua história particular, um avô polonês que viveu situações parecidas com seu personagem.

Com momentos de graça para descontrair o clima, coisas da modernidade (e de um público desacostumado a tragédias), a peça é uma variação entre o desembaraço e a tensão de uma época de guerra.

Se inicialmente os personagens parecem não ter histórias (como se o filme já começasse na metade) os diálogos (única ação dramática) aos poucos vão revelando um torturador humano (clichê, mas funcional).

O outro personagem parece ser um mistério. E quando se revela não é para dizer de onde veio, qual sua família ou história. Mas para revelar um lado que não esperamos. Revela a inutilidade da arte diante da guerra. E se decepciona.

Como nem tudo são flores, o filme cria barreiras que não é capaz de desconstruir. Deixa de aproveitar um conflito bem interessante para tentar um final triunfal. Se a tentativa não é completamente bem sucedida o faz em grande parte. Excelentes atuações seguram este final, embora seja um pouco ingênuo.

Se o filme vale o ingresso, as atuações valem o transporte e até o vale-cultura.

Ah, antes de sair do cinema perguntei ao rapaz que acabara de abrir a cortina:

- Já viu o filme?
-Não, não gosto de filme nacional.

Então tá.

http://www.temposdepaz.com.br/

5 turradas:

Anônimo disse...

Torturador é torturador! Não tem essa de "TORTURADOR HUMANO" , fala aqui uma ex torturada

Anônimo disse...

Vítor,
Ótima critica, muito obrigado... gostei principalmente pq Faço o troturador numa montagem carioca do texto...
E agradeço pela parte que fala de algo que eu venho observando e que vc nomeou:"Com momentos de graça para descontrair o clima, coisas da modernidade (e de um público desacostumado a tragédias)(...)"
Obrigado
Roberto Li Marques

Anônimo disse...

Critica sem fundamento.Há e no inicio quando se refre ''Quem gosta de cultura vai por serem dois excelentes autores, quem gosta de celebridade assiste a dois globais.''

Eles são mesmo autores?

Amigo vai assitir novamente há certos tipos de filmes que são verdadeiras aulas de cinema quem sabe na póxima aula compreenda melhor.

Vlw.

turrar on 6 de setembro de 2009 17:55 disse...

Quando um ator atua ele cria um personagem, torna-se, portanto, autor e colaborador de qualquer obra.

Mas você podia especificar que tipo de filme gostaria que eu assistisse, quem sabe eu possa te atender?

E este seu "Há" está com o H trocado, o certo seria "Ah" interjeição e não "Há" verbo haver,

Solidariamente,

Wellington Souza on 6 de setembro de 2009 20:39 disse...

Olá Vitor.
Estou editando uma e-zine (BANQUET-e) e procurando talentos em várias "áreas do conhecimento" artístico.
O requesito para ser um colaborador fixo é saber escrever como telespectar (textos de crítica como este) e como ator (sobre o ofício de atuar).
O objetivo do e-zibe é tecer a intertextualidade entre as artes. Já contamos com artista-plástica, fotografo, designer, poeta, chargista e cronista/contista.
Se interessar, envie-me um e-mail que conversaremos melhor, OK? ou se quiser indicar um amigo para a vaga...
Abraços!

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